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•26/03/2009 • Deixe um comentário

 

Ar mais limpo …

Céu azul

Com a desaceleração econômica causada pela crise global, a maioria dos países viu-se obrigada a rever – para baixo – suas projeções de crescimento. Isso é ruim para todo mundo. Trabalhadores perdem o emprego, os pobres ficam mais pobres e projetos de desenvolvimento precisam ser adiados. No que tange ao aquecimento global, contudo, a crise apresenta aspectos positivos. A previsão é que as emissões globais de gases do efeito estufa terminarão 2009 com uma redução de 3% em relação ao ano passado. Só a União Europeia deixará de lançar na atmosfera 100 milhões de toneladas de CO2 neste ano. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil a emissão de dióxido de carbono na atmosfera já diminuiu 1,8 milhão de toneladas por causa da queda na produção industrial desde o fim de 2008. A leitura a ser feita desses acontecimentos não é a de que só a ruína da economia poderá salvar o planeta. Na verdade, a crise mostra-se especialmente severa com as indústrias mais ineficientes e poluidoras. Isso reforça a tese de que é possível conciliar crescimento econômico com proteção ao ambiente.

"A poluição pode ser vista como um sintoma de problemas de ineficiência energética e da dependência excessiva de combustíveis fósseis", disse a VEJA o economista Rafael Marques, vice-presidente da Bolsa do Clima de Chicago, a primeira do mundo a negociar créditos de carbono. Para Marques, a crise deve ser encarada como um momento propício para investimentos em sustentabilidade, que podem, entre outros benefícios, reduzir os gastos com energia. Entre os 11 trilhões de dólares injetados em pacotes de estímulo na economia mundial estão alguns bilhõezinhos dedicados a essa finalidade. "Os membros do G7, o grupo das nações mais ricas do mundo, vão investir 138 bilhões de dólares em energias renováveis", afirma a economista Camila Ramos, chefe de pesquisas para a América Latina da New Energy Finance, consultoria com sede em Londres. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama propõe a criação de 5 milhões de "empregos verdes" por meio da duplicação da produção nacional de energias alternativas e da fabricação de 1 milhão de carros híbridos. O governo do Reino Unido vai incentivar consultorias em eficiência energética a expandir suas atividades no exterior.

Como as empresas mais ineficientes são, em geral, as que mais desprezam as leis ambientais e as mais suscetíveis às mudanças drásticas na economia, elas se tornaram as primeiras vítimas da crise nos países emergentes.

Veja as mudanças em alguns países

Na província de Guangdong, de onde sai um terço das exportações da China, mais de 60.000 fábricas já fecharam as portas. Em sua maioria, eram pequenas unidades que terceirizavam a produção de calçados, brinquedos e bugigangas e não davam a mínima às regras antipoluição. Guangdong foi o cenário das reformas liberais de Deng Xiaoping no fim da década de 70, e a herança desse período de vale-tudo é uma das regiões mais poluídas do planeta. Muitas empresas chegaram a pedir o relaxamento da legislação ambiental até terminar a crise econômica, de forma a facilitar a sobrevivência do negócio. Mas o governo da província preferiu aproveitar a oportunidade para se livrar das unidades poluidoras.

Hoje, a empresa que não respeita a legislação antipoluição é punida com a perda de crédito oficial. "O governo tenta agora estimular a chegada de investimentos estrangeiros para transformar a indústria local em fabricante de alta tecnologia", disse a VEJA o chinês Li Kui-wai, professor de economia da Universidade da Cidade de Hong Kong. No México, onde a produção industrial despencou desde que a crise estourou no país vizinho, no ano passado, o tráfego de caminhões na fronteira com os Estados Unidos caiu 40%. Na Índia, o quinto maior produtor mundial de aço, dezenas de pequenas siderúrgicas tiveram de fechar as portas por causa da diminuição da demanda do produto. O efeito sobre a qualidade do ar na região de Délhi, onde se concentra grande parte da produção nacional, foi imediato. A concentração de dióxido de enxofre, substância responsável pela chuva ácida, caiu 85% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, com o preço da soja e da carne em queda, há menos incentivos para derrubar a floresta e substituí-la por pastos ou lavouras. Entre agosto e janeiro foram desmatados 2.639 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica, 32% menos que no mesmo período do ano anterior. Com isso, o país deixou de mandar 18 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera. Um relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na semana passada mostra que esse impacto positivo deve durar pouco. Se por um lado haverá redução na demanda por madeira e demais produtos agrícolas que levam ao desmatamento, por outro também haverá menos dinheiro para investimentos em manejo florestal e estratégias de exploração sustentável de longo prazo. Mais uma prova de que é preciso conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental – com ou sem crise.

Fonte: Planeta sustentável

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Bio-Arquitetura

•26/03/2009 • Deixe um comentário

 

O que é Bio-Arquitetura?

É um ramo da arquitetura que busca construir imóveis em harmonia com a natureza, com baixo impacto ambiental e custos operacionais reduzidos. Os adeptos do conceito, surgido nos anos 1960, priorizam o uso de técnicas construtivas sustentáveis (tijolo adobe, cimento queimado ou taipa de pilão, entre outras) e matérias-primas naturais, recicláveis, de fontes renováveis e que não possam ser aproveitadas integralmente. Bambu, palhas e madeira reflorestada, ou proveniente de manejo certifi cado, são bastante utilizados, enquanto o alumínio, apesar de reciclável, é evitado por conta do impacto ecológico de sua fabricação.

A bioarquitetura também dá preferência a mão-de-obra e produtos locais, pois essa é uma forma de incentivar a economia da região e minimizar a necessidade de transporte – o que reduz o custo da construção e a emissão de poluentes. Os empreendimentos são pensados para serem sustentáveis também depois de prontos. Assim, adotam-se sistemas de iluminação e ventilação naturais e equipamentos de energia renovável, como painéis solares para aquecimento da água dos chuveiros, além de sistemas de captação de água de chuva e de reuso de água.

Ecocasa

Bio-Arquitetura e Construção com Terra Crua

Entendemos a Bio-Arquitetura como a Arquitetura de integração harmônica e consciente do ser humano com o meio ambiente. Trata-se de uma corrente dentro da ciência atual que visa achar soluções de construção com o mínimo impacto ambiental, utilizando materiais do local, telhados com vegetação, cuidado intenso na conservação e utilização de energia e gerando construções que causem o mínimo impacto ambiental possível, desde visual como em relação aos materiais utilizados .

Um dos maiores exponentes da arquitetura ecológica ou bio-arquitetura é o Prof. Dr. Gernot Minke, Alemanha. O Prof. Minke dirige o Laboratório de Construções Experimentais da Universidade de Kassel, com décadas de pesquisa e resultados excelentes nas perspectivas ecológica, econômica, estética e cultural, entre outras. O INTEGRIA – Centro de Vivências tem a honra imensa de estar construindo no Brasil junto ao Prof. Minke, e oferecendo cursos teórico-práticos de Bio-Arquitetura.

A construção com terra crua

Uma das técnicas principais da bio-arquitetura é a construção com terra crua. Ao invés de utilizar energia para fazer tijolos, esta técnica propõe a utilização da terra crua.

Muitas vezes a arquitetura com terra crua é associada a desastres, à idéia de fragilidade da construção. Conforme Prof. Minke, isso não tem fundamento, pois desde que se utilizem boas técnicas, as construções com terra crua podem suportar sismos sem problemas. “As casas desabam porque o terreno não está bem preparado ou a construção é de baixa qualidade mas não porque sejam construídas com terra ou adobes (Minke).”

A vantagens de construir com terra crua estão sendo aproveitadas hoje em dia na Europa pelas famílias com maior poder aquisitivo, enquanto na América Latina, este tipo de construção costuma ser relacionado à falta de recursos financeiros. Este preconceito faz com que seja ainda restrito o número de pessoas que optam por esta técnica. “Mas são construídos edifícios de vidro que depois têm que ser protegidos do sol intenso. Não dá para entender”, afirma o Prof. Minke.

Existe um movimento crescente no mundo inteiro de pessoas em busca de maior consciência ecológica, preocupadas com a sustentabilidade planetária, e a opção pela bio-arquitetura acompanha gradualmente esta busca. O Brasil tem em sua história muita sabedoria registrada sobre a construção com terra crua. A técnica do pau a pique, por exemplo, muito utilizada historicamente no país, está sendo valorizada como alternativa para construções de vários portes. A utilização da terra crua como material de construção tem como principais vantagens: é um material ecológico, disponível no mundo todo, é um excelente isolante do calor e do frio, proporciona isolamento acústico, cria um equilíbrio na umidade do ambiente, além de absorver substâncias daninhas do ar.

Uma das maiores contribuições do Prof. Minke é a sua contínua pesquisa e inovação, desenvolvendo técnicas avançadas de construção com terra crua, melhorando a composição dos adobes para não utilizar rebocos, aprofundando as vantagens de isolamento térmico e acústico das construções com terra crua.

Junto a cidades inteiras da idade média como Yemem ou antigos templos do Egito como o de Ramses II com 3200 anos de idade, brilham hoje as modernas construções realizadas pelo Prof. Minke no mundo inteiro, destacando-se um centro de saúde na cidade de Vöhl , uma creche antroposófica em Sarsum, um hotel em Kassel e muitas residências de altíssimo padrão.

Gernot Minke é autor de vários livros e já publicou mais de 300 trabalhos. Seu “Manual de Construcción en Tierra” editado pela Nordan Comunidad é uma obra de referência muito utilizada pelos interessados nesta técnica. Está especificamente dirigido aos profissionais arquitetos e engenheiros, mas, com suas muitas ilustrações e referências históricas, torna-se uma obra de interessantíssima leitura para leigos também.

A bio-construção é um dos pilares fundamentais da sustentabilidade, ao lado de saúde integrada, economia solidária, educação para a paz e resgate dos valores humanos, liderança circular, ecologia profunda, agricultura orgânica, entre outros. Estes valores são a coluna dorsal do movimento global de Ecovilas, uma rede que cresce a cada ano no mundo todo, buscando e construindo alternativas viáveis para a construção e manutenção de comunidades sustentáveis, respeitando a vida de todos os seres, do planeta e das futuras gerações.

Fonte – Integria

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Espécies Brasileiras – Teiú (Tupinambis merianae)

•25/03/2009 • 19 Comentários

 

Um dos maiores lagartos do brasil, é o mais pesado deles. Um exemplar de Tupinambis merianae, com o tamanho máximo da espécie, que é de 180cm de comprimento, pode pesar quase 5 kg. Só pesa tanto pois é um lagarto terrestre, e raramente sobe em árvores depois de atingir a maturidade. Ao atingir um certo tamanho, o Teiú se torna um animal agressivo e voraz, comendo desde frutas e insetos até roedores, aves e outros répteis de menor porte.

Tupinambis merianae

Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais. Vive aproximadamente 16 anos. Do sul do Amazonas ao norte da Argentina. Estes lagartos ocorrem em quase toda América do Sul ao leste dos Andes, tendo como habitat buracos cavados na terra, nas florestas, cerrados e caatingas. Tem hábitos diurnos e terrestres. Onívoro. Alimenta-se sobretudo de frutas e ovos, larvas, vermes e insetos. Em cativeiro alimenta-se de gemas de ovos, carnes, camundongos, pintinhos, rãs, frutas doces, etc. Desova entre 30 e 36 ovos por postura, que eclodem após 60 a 90 dias de incubação. É um animal tímido, mas que se defende bem quando atacado, principalmente desferindo chicotadas com a longa cauda. No manuseio pode ser agressivo, razão pela qual são importantes os cuidados no manejo para evitar mordidas.

Teiú
É caçado em alguns lugares pois adora ovos e pode invadir galinheiros, quando a região em que vive ficam sem aves de vida livre devido à caça ou destruição do ambiente. Se isso não acontece, evita a proximidade com o homem e prefere buscar seu alimento longe dele.

Teiú - Cabeça e língua bifurcada
É um lagarto fácil de ser visto devido ao seu tamanho e bonita coloração, e habita mesmo parques metropolitanos de grande porte. Como outros animais que toleram a presença humana, eles por vezes podem passar mal ao tentar se alimentar de produtos industrializados deixados pelos visitantes, como salgadinhos e bolachas. Assim, é importante evitar que restos de alimento humano fiquem jogados pelo chão, o que pode trazer grandes transtornos aos animais que ainda vivem próximos do homem.

Link – Fundação Parque Zoológico

Mais informações:

Notícias

•25/03/2009 • 1 Comentário

 

O jardim zoológico Surabaya, na Indonésia, apresentou nesta terça-feira filhotes de Dragões-de-komodo (Varanus komodoensis) nascidos há cinco dias. Os animais fazem parte de um projeto do zôo para preservação da espécie. As informações são da agência Reuters.

Varanus komodoensis

O dragão-de-komodo é uma espécie vulnerável e está na Lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Há aproximadamente 4,5 mil dragões-de-komodo na natureza. Cerca de 40 filhotes do animal nasceram este ano em Surabaya, disse um funcionário do zôo.

Os animais são encontrados no leste da Indonésia, na ilha de Komodo e em pequenas ilhas do arquipélago de Nusa Tenggara. A espécie tem um senso olfativo muito apurado para caçar. Os filhotes pesam de 140g a 170g cada e podem chegar ao peso da 100 kg, medindo até 3m de comprimento.

Link – Terra

Casa ecológica

•20/03/2009 • Deixe um comentário

 

Casa ecológica

Por estes dias meu irmão veio comentar comigo que está para construir a casa dele e então me pediu algumas dicas sobre uma casa ecológica. Também me questionou sobre a viabilidade de um projeto assim. 

Expliquei a ele que a primeira vista uma casa ecológica teria seu custo de produção mais elevado, porque de alguma forma aqui no brasil, nós conseguimos reciclar o lixo e ainda sim fazer com que o produto seja pelo menos 15% mais caro do os produtos industrializados, mas isto é outro assunto. Porém logo que analizamos os custos e os beneficios deste tipo de imóvel, chegamos a conclusão de que a casa ecológica sai bem mais em conta, visto que em vários aspectos ela ajuda a reduzir os gastos.

Vou deixar alguns links interessantes sobre o assunto, não são muitos pois ainda estou na fase de pesquisa, mas conforme for aprendendo mais sobre o assunto vou colocar mais algumas coisas aqui.

Link’s:

Espécies Brasileiras – Macaco-Prego (Cebus apella)

•11/03/2009 • Deixe um comentário

 

Habitante típico das matas do norte e centro-oeste brasileiro, o macaco-prego (Cebus apella) é reconhecido como um dos mais robustos e inteligentes macacos do novo mundo. Observações sobre o comportamento na natureza revelam que em determinadas circunstâncias podem aproveitar objetos encontrados na natureza como ferramentas. Já foram vistos, por exemplo, utilizando duas pedras afiadas para abrirem frutos de casca dura. Essa capacidade elevada de aprendizado, porém, tem motivado a sua captura para a utilização em filmes de cinema e televisão.

Macaco-prego

São animais extremamente adaptados para a vida em florestas tropicais, sua longa cauda prênsil lhes confere uma enorme agilidade para saltas de uma árvore a outra em busca de alimento. Seu tamanho e peso também contribuem para a realização das acrobacias sobre as árvores, geralmente não passando de 60cm de altura e 3,5kg de peso. De hábitos diurnos podem viver até aos 40 anos.

Cebus apella

O macaco-prego tem uma dieta variada composta em sua maior parte de sementes, frutos, folhas, ovos, insetos e em alguns casos filhotes de aves. Pelo fato de consumirem uma boa quantidade de sementes e frutos, são de grande importância no no processo de disseminação das sementes na mata, contribuindo assim para a estabilidade do ecossistema.

São animais extremamente sociáveis e normalmente são vistos em grupos grandes formado basicamente por fêmeas, mas que se incluem também alguns machos, filhotes e parentes próximos de outros bandos ou mesmo alguns macacos de outras espécies.

Cebus apella

Na corte, são as fêmeas que tomam a iniciativa atraíndo os machos por meio de vocalizações e gestos. Geram apenas um filhote por vêz e a gestação é de 6 meses e o filhote ao nascer fica agarrado a mãe por um perído de 8 a 12 meses, quando o mesmo se torna independente. As fêmeas com filhotes continuam sua rotina normal, exceto pelo fato de amamentarem seus filhotes.

Imagem

•10/03/2009 • Deixe um comentário

 

Simplicidade 

"Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza. Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido."

Leonardo da Vinci